Se conheço os defeitos que tenho e estou ciente das formas nocivas de me comportar, por que não consigo mudar? Por que tenho que fazer tanto esforço? Por que continuo repetindo os mesmos erros, o mesmo comportamento, a mesma forma de reagir, que só me trazem sofrimento? 

Muitas vezes você até tentou mudar, mas parece que foi tudo em vão. É, você não é o único nessa jornada. Mudar é difícil, dói e muitas vezes nos desestimula a seguir.

Porém a mudança não é algo impossível, precisamos primeiramente entender o motivo do nosso cérebro nos guiar no sentido contrário a mudança.

Alerta Vermelho

Sabemos que toda mudança tem, por natureza, um caráter misterioso e imprevisível que anuncia que algo novo está por vir. E também que não temos controle sobre os desdobramentos dessa novidade, não temos certeza do que realmente vai acontecer.

Logo, por instinto, encaramos a mudança como algo perigoso. Em outras palavras, nosso cérebro entende o desconhecido como uma ameaça e nos prepara para uma fuga. 

Não sabemos o que vai acontecer e portanto não sabemos como nos preparar e nos proteger adequadamente. Por isso é tão difícil lidarmos com a mudança.

A inércia é uma condição que nos protege, a famosa “zona de conforto”. E ela está intimamente relacionada aos nossos instintos de defesa, embora pareça muito contraditório.

Zona de Conforto

Onde estamos e como somos gera o sentimento de segurança, por estarmos em terreno conhecido. E qualquer alteração desse estado é assimilada com resistência por nós mesmos, ainda que de maneira inconsciente.

Situações nas quais mudanças se fazem necessárias são percebidas com estranheza, pois ao se deparar com o desconhecido é tomado por medo. E é esse sentimento que gera ações e reações de resistência, como forma de nos proteger de um provável sofrimento.

Trata-se de um mecanismo interno de autopreservação que cria estratégias próprias para a manutenção do status quo.

Devemos considerar ainda que, ao longo da existência, adquirimos e construímos crenças de como devemos ser, de como devemos agir, do que é certo, do que é errado, do que é bom, do que é ruim.

Essas crenças podem, na verdade, serem irreais ou obsoletas, limitando nosso fluir. Pois tornam mais difícil agir de forma diferente à visão que temos do mundo e de nós mesmos. Você pode entender mais sobre crenças limitantes aqui.

O ser humano é um dos seres mais adaptáveis que existem sobre a Terra, o que nos dá a certeza de que transformações pessoais e conscientes, são sempre possíveis.

Autoconsciência

Porém, é preciso observar que existem duas forças que atuam no nosso comportamento e forma de reagir. Existe a parte intelectual e racional consciente, e existe outra parte emocional e inconsciente.

A parte intelectual tem certa influência sobre nosso comportamento, mas a que tem grande força é a parte emocional e inconsciente. É desse inconsciente que surgem os impulsos dos comportamentos, sejam eles negativos ou não. 

São nossas reações. Primeiro surge o impulso, somente depois a nossa mente racionaliza este impulso. E é nessa parte mais profunda que temos que atuar, nos nossos pensamentos e comportamentos.

A dificuldade em mudar acontece porque na maioria das vezes só tentamos mudar nossa parte intelectual. Você diz para você mesmo: a partir de agora vou só comer comidas saudáveis. Mas logo depois se pega comendo besteiras, ou então “esquece” e inventa desculpas para voltar a se alimentar do modo como antes. E somos bons em desculpas.

Isso acontece porque a mudança foi só no lado intelectual, superficial. Para mudar verdadeiramente, é preciso olhar profundamente suas limitações, qual emoção dispara este comportamento. Olhar para as crenças que limitam e conseguir lidar melhor com tudo isso.

Entenda que você pode adquirir um novo comportamento ao saber lidar com suas emoções. E cuidar das emoções é tão importante como cuidar do intelecto.

Se você quer mudar de forma profunda e consistente, descubra suas emoções e aprenda a lidar com elas. Não é fácil sair de nossa zona de conforto, você precisará se dedicar e ter perseverança. Mas existem muitas ferramentas de autoconhecimento que podem te auxiliar. E se você de fato quiser mudar, entre em contato com um Arcanjoterapeuta para te auxiliar nesse momento de ressignificação.

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